BANCO MARKA

Governo de Mônaco autoriza extradição de Cacciola 

O príncipe Albert 2º, chefe do Poder Executivo de Mônaco, autorizou a extradição ao Brasil do banqueiro Salvatore Cacciola. O pronunciamento do príncipe ratifica a decisão do Tribunal de Apelações do país e representa a palavra final do governo de Mônaco sobre o assunto. O ex-banqueiro deve agora cumprir o restante da pena no Brasil.

Segundo informações do Ministério da Justiça, o diretor-geral de Justiça de Mônaco, Philippe Narmino, informou ao ministro Tarso Genro que ainda nesta sexta-feira (4/7) comunicará o governo brasileiro oficialmente, por via diplomática. Ele solicitou ainda informações sobre como será o retorno de Cacciola ao Brasil.

No final de junho a defesa do ex-banqueiro havia interposto um recurso contra o parecer da Câmara do Conselho da Corte de Apelação de Mônaco, que aceitou pedido de extradição do governo brasileiro. A apelação foi negada e, assim, as posssibilidades de recorrer da decisão no âmbito do principado se esgotaram, restando apenas a decisão do príncipe Albert.

Histórico
Cacciola estava foragido do Brasil desde 2000, após ser condenado a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato e gestão fraudulenta no Banco Marka, que provocou um rombo de mais de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos do país.

Ele chegou a ficar preso por 45 dias, mas conseguiu habeas corpus e fugiu para Itália, onde se encontrava foragido até ser detido pela Interpol em setembro do ano passado.

Leia a íntegra da versão em português do comunicado do diretor-geral de Justiça de Mônaco, Philippe Narmino, ao ministro da Justiça do Brasil, Tarso Genro:

“Senhor ministro e caro colega,

Tenho a honra de comunicá-lo que o príncipe Albert acaba de concordar com a extradição ao Brasil do senhor Salvatore Cacciola, fundamentada no mandado de prisão de 19 de julho de 2000. Ainda hoje comunicarei essa decisão oficialmente, por via diplomática, às autoridades brasileiras.

Solicito informações sobre as condições de extradição do Senhor Cacciola. Lembro que sua passagem pelo território da França (aeroporto de Nice) necessita de uma autorização das autoridades francesas.

Essas informações poderiam ser apresentadas diretamente a mim ou à Embaixada do Brasil em Paris.

Com
os meus sentimentos de consideração muito distintos.
Philipe Narmino
Diretor-geral de Justiça de Mônaco”

 

Fonte: site Última Instância

 
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